Atendimento show do Pão de Açúcar

Vou começar com algo positivo na retomada do blog.

Comprei um vinho no Pão de Açúcar nesta semana pra regar um jantarzinho romântico com o marido já que a baby iria brincar na sogra.

Para minha frustração a sacola, ainda plástica, rasgou na sequência, derrubando o vinho que estilhaçou, cortando meu pé.

Mandei um breve e simpático e-mail para o fale conosco.

No mesmo dia recebi um e-mail de volta dizendo que a loja cuidaria do caso. Hoje o gerente da loja conversou comigo e me ofereceu assistência médica (caso necessário) e um novo vinho que entregarão na minha casa.

Óbvio que há o medo de processos e tal, mas como o descaso das empresas no Brasil é tão grande, e em sua maioria só agem após grande pressão, receber um retorno assim ágil e simpático é muito bem vindo.

Pão de Açúcar: Parabéns!

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OBS: Cheguei em casa e vinho já estava em casa. Além disso mandaram uma caixa de bombons 😉

TIMganou-me: FOLHA DE SÃO PAULO RESOLVE O CASO

O post anterior sobre a Tim não ter me pago os extornos devidos deu resultado!

Enviei esse mesmo texto para a Folha de São Paulo, Estadão e postei no site Reclame Aqui.

Hoje, menos de uma semana depois, o atendente mais gentil da Tim me ligou para dizer que IRÃO EXTORNAR AS COBRANÇAS INDEVIDAS!

Temos responsabilidade como consumidores de cobrar as empresas. Se somos passivos elas entendem que podem fazer o que bem entenderem. Quanto mais lutamos mais elas terão que andar na linha!E viva a imprensa nesse processo todo! Precisamos desse espaço na mídia para podermos ser ouvidos!

Esse é o caminho gente!

Não se acomodem. Escrevam, reclamem, denunciem.

Dá trabalho mas vale a pena! (ao menos as vezes)

TIMganou-me – Um conto de fadas de horror da telefonia brasileira

Era uma vez… Um casal de micro-empresários. Micro mesmo: era apenas a mulher e o marido.

Num momento de melhora econômica eles decidiram migrar do celular pré-pago para um plano pós-pago. Esse casal trabalhador já tinha há alguns anos celulares pré-pagos da Tim e na hora de fechar um plano pós-pago, optaram por uma conta empresarial com essa empresa.

No começo, como num conto de fadas da telefonia, tudo era perfeito. O contrato valia super a pena. O atendimento inicial foi ótimo. Ganharam aparelhos gratuitos com comodato para dois anos.

Para selar a confiança mútua a conta de celular foi colocada em débito automático. Ou seja, a Tim podia debitar mensalmente, sem prévia autorização, o valor gasto com seus serviços. Isto era baseado numa confiança extrema. A companhia tem total acesso às contas do casal e, havendo crédito em conta, recebiam sem mais delongas.

A confiança e o entusiasmo do casal com a Tim era tão grande que a indicaram para muitos amigos. Recomendaram, inclusive, para as empresas onde prestavam serviços, o que rendeu à amada Tim grandes contratos corporativos. Tudo levava o casal à acreditar que eles viveriam juntos com a Tim felizes para sempre.

Nos primeiros anos a esposa tinha a paciência de checar as contas mês a mês. Se havia algum problema ela tinha a calma de ligar mil vezes até conseguir ser atendida, mesmo que isso representasse horas e mais horas no telefone. Nada era documentado no papel, tudo por telefone. Quem dominava o controle das informações eram os especialistas em gerundio, os operadores de telemarketing.

As brigas com a Tim cresciam, o atendimento piorava, as vantagens econômicas diminuiam. Mas a necessidade de manterem os números de contato por celular levavam o casal a suportar as intempéries, engolir os sapos e seguir adiante com a sua operadora. E é bem verdade que economicamente o contrato ainda era mais interessante do que outros serviços prestados pelos concorrentes.

Mas foi em janeiro de 2008 que o pesadelo começou e o conto de fadas virou uma história de horror. Obviamente, como em qualquer boa história, esse fato aconteceu no pior momento histórico possível do casal: final de gravidez, mudança de apartamento, reforma, etc.

A esposa já não tinha o mesmo tempo para controlar as contas. Mas, apesar das rusgas eventuais com a Tim, confiava na empresa, mantinha tudo no débito automático e aguardava um momento de calmaria para checar as contas.

Lá para meados de março de 2008 a esposa descobriu que na renegociação do contrato, feita em janeiro, o atendente não havia registrado tudo que foi combinado. A Tim primeiro não reconhecia o erro e a esposa dizia “Vocês não gravam as ligações para minha segurança? Então, ouçam a gravação que vocês verão tudo que foi combinado comigo pelo atendente.” Depois ela apelou para a Anatel.  A Tim retornou e reconheceu o erro. Ficou de extornar os débitos indevidos na conta.

Mais alguns meses se passaram, a esposa a um fio de dar a luz, e ela descobre novamente que além do primeiro extorno combinado não ter sido efetuado, outro erro havia sido cometido.  Mais diversas ligações e finalmente a Tim ficou de acertar e extornar os debitos indevidos em conta.

O bebê nasceu. O mundo parou e apenas no segundo semestre esta então empresária-mãe pode conferir as contas telefônicas. Para sua surpresa os 2 extornos prometidos não haviam sido feito e um terceiro erro havia sido cometido. Novamente Tim, Anatel e o Espírito Santo foram acionados. Só desta vez a tim devia mais de R$ 400,00 ao casal e novamente, após uma dezenas de telefonemas, a Tim ficou de extornar os débitos indevidos em conta.

Pouco tempo depois descobriu-se que um quarto erro de cobrança havia sido cometido e um novo extorno de R$ 121,00 deveria ser feito em conta.

O tempo passou, a Tim continuou debitando em conta os valores que ela ditava. A família se envolveu nos primeiros meses de vida de um bebê que requeria cuidados especiais. O casal perdeu uma grande amiga de anos para o cancêr. E um ano depois do início de todo esse dramalhão mexicano, o casal havia recebido apenas parte dos ressarcimentos devidos.

Finalmente, em janeiro de 2009, com um pouco mais de tempo e energia, a esposa-mãe levantou todos os débitos indevidos da Tim do último ano, todos os protocolos de negociação com a Tim onde a empresa assumia os erros e se comprometia a fazer os extornos, todas as contas que comprovavam os débitos indevidos e os créditos faltantes. Enfim, tudo que era humanamente possível organizar foi organizado e esta esposa-mãe ligou para a Tim.

Novamente, sem retorno, a Anatel foi envolvida, e após três semanas de tentativas a Tim retorna e diz: “segundo a Anatel contas com mais de 90 dias não podem ser contestadas, então não há extorno a ser feito para sua conta.”

A esposa-mãe quase caiu para trás. Furiosa brigou e ao final de 35 minutos de ligação a operadora informou que “então, em caráter de liberalidade, a Tim extornaria parte dos débitos e o restante não seria negociado”.

Agora saímos do conto para entrar numa digressão:

O que diabos é “em caráter de liberalidade”?

E, como eu não posso receber o extorno de cobranças indevidas JÁ RECONHECIDAS pela empresa?

Então eles literalmente podem entrar na minha conta bancária, sacar o que quiserem, e se eu não tiver tempo de mês a mês conferir se eu não estou sendo roubada, quando eu perceber o furto eu não posso reclamar e receber MEU DINHEIRO de volta?

E nem estamos falando aqui de regras iguais para ambos os lados. Se eu atrasasse uma conta (coisa que nunca aconteceu) eu pagaria multa e juros. Se eles cobram indevidamente na minha conta e me extornam à posteriore eu não recebo multa e juros por eles terem ficado com meu dinheiro.

Eu fui assaltada por um ano. O roubo foi reconhecido e documentado. Ficaram de me pagar. Não pagaram. Trataram-me como louca desconhecedora da lei. E agora, fico no prejuízo de mais de R$ 300,00.

E ai pergunto à TIM:

Vocês vendem um serviço de telefonia ou são crime organizado protegidos pela lei?

JÁ CANCELEI MEU PLANO. TIM NUNCA MAIS. FUJA DELES VOCÊ TAMBÉM.

FUI FURTADA PELA TIM E QUERO QUE TODOS SAIBAM.

QUEM SABE ASSIM, UM DIA, SEREI RESSARCIDA.

Consórcio – É bom, mas demora…

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Fiz a maior propaganda aqui dos consórcios contemplados. Eles, financeiramente, realmente valem a pena, mas esteja preparado – DEMORAM PARA LIBERAR A GRANA.

Foi uma verdadeira via sacra: apesar da carta contemplada, quando encontramos o imóvel que queríamos adquirir, começou um enviar sem fim de milhares de documentos para o banco.

Sabíamos do procedimento mas a informação era que em 20 dias o proprietário receberia o pagamento.

Acho, sinceramente, que o nosso caso foi pior porque nossa carta era do Banco Bradesco. Segundo vários amigos que já tiveram seguro de automóvel com eles, este é o banco que mais demora para liberar o pagamento, que mais documentação pede, que mais tem procedimentos emburrecidos no caminho e que mais tem gente que não sabe te dar as informações corretas no processo.

Com muita luta conseguimos que o banco pagasse os vendedores quase 2,5 meses depois do início do processo. Por sorte os vendedores não tinham pressa e toparam a lentidão. Mas passamos muito nervoso e tivemos que brigar muito.

Ainda assim, continuo dizendo que esta é a melhor forma de se fazer uma dívida imobiliária, mas esteja preparado para a burocracia, avise o vendedor da demora, e pesquise o prazo real que firma a qual pertence o consórcio demora para liberar o pagamento do bem.

BRADESCO EU DEFINITIVAMENTE NÃO RECOMENDO.

Como brigar com uma Cia de Telefonia

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Não sei vocês, mas eu já tive problemas sérios com a Telefônica e uma vez com a Tim (que apesar de eu adorar como operadora de celular, uma vez me deu uma grande dor de cabeça).

Você liga, liga de novo, fala com o atendente, briga, abre mil protocolos e nada.

Aí uma amiga me ensinou a receita que eu testei e funcionou: escrever para a Anatel (www.anatel.gov.br).

Você tem que fazer assim: ligue para sua operadora de telefonia (celular ou fixo) e faça uma reclamação bem completa e exija um número de protocolo.

Com esse número em mãos escreva uma reclamação formal no site da Anatel (você só pode inscrever uma reclamação se tiver um número de protocolo). A partir daí quem vai cobrar a empresa de telefonia não é mais você e sim a Anatel. Ela dá para a empresa algo em torno de 5 dias úteis para resolver o seu problema senão eles são autuados!

Se você quiser acelerar ainda mais a coisa (ou por mais lenha na fogueira) após colocar a reclamação na Anatel avise sua operadora que você fez isso.

Acredite em pouquíssimos dias tudo será resolvido. E dessa vez quem vai te ligar não o menino do telemarketing do gerúndio. Eles colocam gente mais qualificada e atenciosa para te responder para evitar uma crise ainda maior.

 Então gente, boca no trombone!!!